Transformers: The Game

AKA “Grand Theft Autobot: Tranquility City”, como dou a entender pela montagem ao lado que eu me diverti a fazer.

Agora, se vocês acompanharam o blog ultimamente devem estar mais ou menos “Mas que… Henrique, seu desgraçado, tu prometeste no post anterior continuar a falar da tua viajem a LA! Nhá nhá nhá, vou falar mal nos comentários, não volto a visitar mais o blog e vou xingar muito no Twitter!” mas pelamordedeus, eu bem gostava estar neste momento a falar sobre a minha viajem a LA, a contar todos os mínimos detalhes e a revisionar as minhas aquizições por lá como se fossem a 8ª maravilha do século… Se o meu computador onde eu tinha todas as imagens e vídeos e onde eu passava as fotos não tivesse de vêz dado o litro, e devido a fazer download da demo deste mesmo jogo no Baixaki (Só naquele sentido de poder ter uma versão para PC também, entendem…) o próprio Baixaki enganou-me e o Download era na verdade um monte de trojans, spywares e vírus maliciosos que me lixaram o meu perfil de utilizador e em pouco tempo o resto do computador.

O pior é que isso já tinha acontecido há não muito tempo, tempo esse em que desde lá eu tenho aguentado com o PC… Só foi ao voltar de LA e ao ligar o PC que os malditos vírus simplesmente apagaram rigorosamente tudo do PC (Não que eu tivesse lá muita coisa importante, mas enfim…) e fiquei sem lugar para poder passar as fotos ou escrever o post com mais calma. Bem que posso agradeçer aos vírus, afinal aquele PC era uma m… -Mas bem, conclusão, quinta-feira vou comprar um PC novo e enquanto isso fico com o portátil do meu pai, que mesmo que possa não ser apropriado para escrever um mega-texto ou passar para lá as fotos todas possíveis ao menos ainda serve para escrever este pequeno post.

Mas porquê falar deste jogo nesta época? Bom, eu tenho passado estes dias a jogar o melhor jogo de Transformers de sempre- Tal como eu escrevi há uns posts atrás, o tão-falado War for Cybertron- Mas mesmo assim em um certo momento senti algo que eu definitivamente não devia sentir só com 13 anos: Nostalgia. Por um breve momento deram-me algumas saudades de jogar o jogo do primeiro filme dos Transformers, mas como o Download da suposta “demo” deu m… Eu decidi ir buscar o disco do jogo para a Playstation 3 e meter-me a jogar!

Isto é, se não tivesse acontecido a Lei de Murphy… O típico quando se têm um jogo que se quer jogar há um bom tempo por pura nostalgia… Não encontrei o jogo! Agora, claro que não perdi, bem sei que como normal o jogo vai voltar a apareçer daqui a uma semana após eu ter escrito este post, quando eu já não tiver nenhuma vontade de jogar… E além de mais nem tive problemas com isso, visto que eu também tinha a versão da Playstation 2. Bom, os gráficos podiam não ser tão bons como na PS3, mas ao menos o que importa é que ainda se joga, e isso é melhor que nada!

… Ou supostamente deveria jogar, até que ao inserir o maldito disco do jogo eu descobri que o resultado de ter jogado este jogo tantas e tantas vezes era o disco praticamente todo riscado, ou seja: O jogo simplesmente não conseguia chegar sequer ao menu! Aliás, nem conseguia chegar sequer ao clipe de introdução ou aos logotipos no começo!

Aborrecido, decidi começar a escrever este post como remorso… E a lamentar-me das boas memórias que este jogo deu-me durante tanto tempo que eu não vou voltar a jogar e…

Hã?

O que é isto?

AHHHH, O DISCO ESTÁ A FUNCIONAR!!! Finalmente vou PODER JOGAR E RELEMBRAR DE NOVO O JOGO e voltar á minha “infância” de há 4 aninhos atrás e dizer ao mundo o tão bom que é esta obra prima!

Porque sim, vou contar agora um pequeno facto sobre mim que ninguém quer saber ou sequer se importa mas que por pura vontade vou contar na mesma: Hoje em dia posso deixar a modestia á parte e e dizer que conheço parcialmente bem o universo dos nossos robôs Cybertronianos. Já vi bastantes episódeos das sérias anteriores, já li e reli bastantes coisas sobre a saga, tenho uma colecção, no mínimo, bastante variada dos robôs, cheguei inclusive a ler bastantes BDs da série e ainda revi tanto o filme original de 86 como os filmes do Bay, muito provavelmente, umas 50 a 100 vezes cada um. Mas mesmo assim há 4 anos, após ver o filme dos Transformers de 2007, época em que eu me tornei um “verdadeiro” fã eu não estava nem perto de ter um conhecimento assim tão vasto da série. Conhecia bem o surficiente os personagens do filme (Bom, embora ás vezes eu ainda trocasse o nome de alguns de vêz em quando), tinha apenas os legends Megatron e Ratchet e os deluxes Brawl e Bumblebee na colecção- Além daquele tanque pirateado que faz barulhinhos irritantes-, começei a escrever o meu próprio blog sobre Transformers na altura (Pasmem… É o blog que estão a ler agora!) e já tinha visto 1 ou 2 episódeos da G1 no Youtube… Mas tirando isso não tinha mais nenhuma fonte de conhecimento dos Transformers. Mais nenhuma tirando este jogo, que só me traz boas memórias de 2007 de mim a jogar! A questão é… Serão essas memórias apenas pura nostalgia da época ou há algo mais de impressionante neste jogo? Agora sim, após uns bons parágrafos falarei REALMENTE do jogo em si!

O jogo, como obivamente segue a história do filme de 2007, é no geral praticamente a mesma, com uma diferença ou outra pelo meio, mas nada de drástico. A única grande diferença é obviamente no final de cada campanha, que tanto pode ser os Autobots a comemorarem como o Optimus a ser cortado ao meio pelo Megatron e em seguida os Decepticons como “reis do mundo” fazendo pose de maus. E sim, é possível escolher campanhas, o que é um dos grandes destaques do jogo… Mas agora, um detalhe importante, como é que ocorre a acçãodo jogo?

Então, é isso mesmo que justifica a montagem que eu fiz lá no começo do post: É ao estilo de Sanbox, tal como no GTA! Ou seja, o jogador têm um vasto mapa ao seu dispôr, vai andando (Ou conduzindo/pilotando também serve) de ponto em ponto para fazer missões e sub-missões e se quizer pode simplesmente ignorar isso e saír por aí a causar pânico e a fazer destruição.

Tá, ok, não é assim TÃO á GTA onde tudo se passa em um mapa ENORME, na verdade aqui existem diversos mapas, que embora possam não ser tão grandes como San Andreas, Liberty City ou Vice City (Na verdade os mapas do jogo consistem apenas de Tranquility- A cidade onde vive o Sam-, uma Downtown semelhante a Nova Iorque misturada com LA, o interior do Sector 7 e algumas bases militares), ainda são grandes o surficiente para originarem uma boa expriência Sandbox.

Os gráficos… Bem, na altura eu fiquei simplesmente de queixo. Já joguei MUITOS  jogos de PS2, e mesmo assim devo dizer que os gráficos deste aqui batem bastantes dos que eu já joguei. Claro, não são nenhuma revolução na indústria, mas para uma PS2 na maioria dos momentos não é nada mau! E ainda mais para PS3!

Os ambientes do jogo também estão bem construídos. Os bairros e prédios das cidades estão bem organizados, tanto que podemos ver os humanos nas suas vidinhas a passearem pela cidade e a conduzirem pelas ruas, as frotas de veículos militares a andarem de base em base pelo Qatar, os aviões a voarem por cima do aeroporto das bases militares, etc. Mas o mais importante nos cenários é de lonje a destructibilidade- Vou admitir que NUNCA vi um jogo na vida que desse tantas possibilidades para devastar o seu próprio cenário. Cada milímetro cúbico dos prédios ou dos objectos espalhados pelo cenário podem ser devastados completamente. O jogador pode transformar um calmo bairro em um cenário que mais pareçe saído da Guerra dos Mundos! Não dá para descrever, as opções de maneiras para arrazar totalmente os cenários são tantas que realmente só mesmo jogando é que se entende!

Ou seja: Graficamente não se podia exigir mais. Mas não nos esqueceremos da regra… Não são bons gráficos que fazem um bom jogo. Então veremos o que mais este jogo têm além de gráficos…

A jogabilidade… Bem… É bastante dividida, se assim poderemos dizer.

Quando se trata da jogabilidade como robô, é simplesmente ótima. Os controlos para a mira e para disparar estão bem aplicados, o sistema de auto-lock nunca chega a provocar confusão e diga-se de passagem, os melees são literalmente estoirantes. É “super fun” ir espancando os drones genéricos enquanto a câmara entra em slow motion e vê-se o nosso personagem a brutalizar as criaturas enquanto explodem em pedaços que realmente voam e espalham-se pelo cenário!

E claro, o jogador sempre se pode transformar a qualquer momento, o que sempre é um ponto positivo, algo que depois (Ou neste caso antes) do que alguns dos jogos da saga nos fizeram sempre é bom relembrar.

Por outro lado, infelizmente os controlos dos veículos terrestres são horríveis, simplesmente pela péssima desvantagem que são extremamente duros. O jogador em menhum momento se sente a controlar um carro ou um camião, o sentimento é sempre mais de que está a conduzir um bloco gigante com rodas que desliza facilmente e vira dificilmente, estando sempre a ir contra os objectos no caminho. Claro, isso é perdoado nos veículos aéreos que são facilmente pilotáveis (E ainda assim divertidos, especialmente quando se usa o turbo… Wow…) mas como na maioria das vezes o jogador vai usar veículos terrestres é um facto extremamente irritante. Claro que não chega a ser nada assim de tão prejudicial quando o jogador apanha a técnica, mas mesmo assim ainda consegue ser bastante irritante.

Por falar nisso, no jogo os personagens jogáveis são… Bem, basicamente para os Autobots o Optimus, o Bumblebee, o Ironhide, o Jazz e para os Decepticons o Megatron, o Starscream, o Blackout, o Barricade e o Scorponok. Uma boa selecção de personagens, embora definitivamente não custasse nada pôr o Ratchet nos Autobots só para equilibrar um pouco as coisas.

 Agora cá vai o promenor que pode ser o que realmente é o mais prejudicial para o jogo: As missões no começo do jogo chegam a ser bastante divertidas, mas após algum tempo de jogar ficam simplesmente massadoras. Normalmente consistem em ir para aquela rua qualquer antes do tempo acabar, enfrentar um monte de drones, ir depois para a praça tal antes que o tempo acabe, enfrentar mais um monte de drones, ir de novo o mais rápido possível para outra zona qualquer, enfrentar um drone mais poderoso do que os outros… E acaba a missão.

Ou bom, na maioria das vezes é isso, outras vezes é simplesmente enfrentar um monte de inimigos em uma certa área, defender um aliado ou enfrentar um chefe, mas no geral não varia lá muito. Ou seja, bem… Não que haja muitas missões, apenas existem 18 por cada campanha (Se contarmos com a batalha final e com as missões bónus em Cybertron) e que passam num instante, mas mesmo assim não deixa de ser repetitivo, o que realmente é um tanto desapontante.

Finalmente, falando da trilha sonora de background: Nada de impressionante, mas bom, ainda fica ao menos na cabeça por um bom tempo. Eu ainda me recordo da música de fundo das primeiras missões dos Autobots…

Boas memórias…

Não vou negar, muitos dos defeitos deste jogo, pelo menos para mim, foram simplesmente ocultados pelas boas memórias que me trouxe e que eu “desabafei” lá para o começo do post. Agora quase meia década depois de ser lançado é que entendi que tem defacto alguns bons errinhos grosseiros. Mas apezar disso em 2007 eu ainda me “divertia pacas” com este jogo, e hoje, mesmo tendo os seus óbvios erros, bem…

… Admito que aindo me “divirto pacas”. Digo, é um jogo de Sandbox com robôs gigantes onde uma pessoa pode transformar uma mera cidade em um holocausto nuclear, o que importam as missões?

Nota final: 7/10

Ou seja, se algum leitor é um fã do filme de 2007 e ainda não têm este jogo, então definitvamente recomendo-o. Por outro lado, outro tipo de fãns poderão não gostar tanto, logo aconselho dar apenas uma olhada só por curiosidade.

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