Análise do jogo Transformers: Dark of the Moon

… Sim, o jogo saíu mais cedo do que o filme (Algo que curiosamente não foi o caso do jogo dos outros 2 filmes anteriores) e embora tenha sido com alguma dúvida, acabei por comprar para poder dar umas boas jogadas e ver se prestava antes de ir ver o filme.

Com alguma dúvida simplesmente porque desde a altura em que as primeiras imagens e vídeos começaram a ser divulgados que as minhas expectativas se vieram a manter acima de baixos. Com algo que aparentava ter gráficos de PS1 e a acção mais aborrecente de sempre em um jogo de Transformers… É de espantar que a High Moon Studios tenha feito este jogo!

Por isso mesmo a minha dúvida se valia a pena comprar esta coisa. E após ponderar um pouco, e visto que na altura que comprei estava a 2 dias de distância da estreia (O que significa que até podia valer a pena comprar) decidi comprar. Afinal, se for uma porcaria, pelo menos ainda posso servir de aviso para os outros neste post.

Mas bem, será que valeu a pena a compra? Veremos a seguir…

Pra começar, a história deste jogo tem uma diferença da história de qualquer outro dos jogos dos filmes. Em vêz de ser inspirada directamente na história do filme, aqui é na verdade, uma prequela do filme. A história do jogo ocorre ao longo de 7 capítulos:

A primeira missão é com o Bumblebee algures na Rússia, começando em uma vila soviética abandonada e em seguida partindo por entre montanhas e pontes partidas até uma central elétrica no topo da montanha, onde o jogador acaba por convinientemente deparar-se com uma emboscada de Decepticons e ter que lutar o caminho todo de volta até á vila, onde encontra Optimus e Sideswipe e consecutivamente aparecem mais Decepticons para concluír a missão. Não só a inicial, como também a mais aborrecente do jogo, na minha opinião.

Na segunda missão, joga-se com Ironhide. Detroit é invadida por Decepticons e é a função do nosso Pickup negro favorito limpar as ruas de Detroit com montes de armamento pesado, claro, deixando pelo caminho, tal como o Prime diz, alguns “danos colaterais”. Embora não muito dinâmica, é uma missão divertida, afinal poucas coisas são tão fixes como matar robôs gigantes com armas capazes de fazerem inveja ao Rambo! No final deparamo-nos com Mixmaster (Que de alguma maneira sobreviveu a ser cortado ao meio pelo Jetfire no ROTF) e ocorre uma intensa “batalha de chefe”.

Na terceira missão o personagem jogável (E o primeiro novo personagem no jogo) é o Mirage, onde começa com uma curta e calma sequência de conduzir por alta velocidade á noite por uma auto-estrada abandonada em montanhas da América central, que é interrompida por um ataque de Starscream e em seguida de muitos outros Decepticons. Após ter que atravessar um breve tiroteio, Mirage é atacado por Starscream e como resultado fica com ambas as suas armas e a sua capacidade de transformar-se em offline, passando a ter que confiar apenas nas suas capacidades de melee e usar a sua abilidade de cloaking (Ficar invisível por alguns segundos) para ter que atravessar os diversos Decepticons pelo caminho até conseguir recuperar o seu armamento e poder voltar a transformar-se. Á medida que vamos prosseguindo pela missão, aprecebemo-nos que se passa na verdade em um templo maia que na verdade foi construído sobre uma base de lancamento de uma nave Decepticon e acaba com Starscream a activá-la com sucesso. Não é lá muito criativo, mas certamente é uma missão intressante.

Ao chegar á quarta missão o jogador passa automaticamente para o lado dos Decepticons e controla Soundwave, onde chega á terra e assume a forma de uma pickup (O que aparentemente muda mais tarde no filme). Soundwave começa a explorar a ilha, com instalações que supostamente pretencem a um “ex-Sector-7” e após andar um pouco e matar alguns Autobots que surgem pelo caminho, descobre-se que existe uma antiga base do Sector 7 debaixo de um vulcão da ilha, que supostamente ainda é ocupada e operada pela NEST e pelos Autobots para fazer expriências militares. Vem aqui a melhor parte da missão: Soundwave envia Lazerbeak para o interior da base (E sim, o Lazerbeak também é controlado pelo jogador) e age furtivamente para chegar aos bancos de informação da NEST e poder preparar a entrada para o Soundwave, que destroí o resto da base e claro, como em qualquer ilha com uma base em baixo de um vulcão, acaba por activar uma erupeção que subremege a base de lava e destrói tudo, apenas escapando Soundwave e o Lazerbeak. Na minha opinião, a melhor missão do jogo.

Na quinta missão jogamos com Strarscream, que invade uma base Autobot no Nepal para obter algumas armas de MechTech. Começamos por matar alguns Autobots no chão e depois presseguimos o Air Raid por entre alguns vales cheios de neve até chegarmos a uma pista de lançamento onde aparece Stratosphere que levanta voo com o resto de carregamento de armas MechTech. Enfrentam-se alguns Autobots no ar e em seguida ataca-se Stratosphere, entra-se no seu interior, destrói com a MechTech e explode-se com o Stratosphere, acabando assim a missão. Provavelmente a mais curta do jogo, mas divertida.

A sexta missão, e acho eu, a mais longa, é jogada com Megatron na Sibéria, onde a sua base “secreta”  é atacada pelos Autobots. Após enfrentar um monte de Autobots pelo caminho de saír da base, Megatron decide escanear um camião e sai pelos túneis da base a matar Autobots e humanos, até deparar-se com Optimus Prime, onde dá em uma enorme luta onde obviamente Megatron consegue a vantagem e ganha.

Na sétima e última missão, volta-se ao lado dos Autobots e joga-se com Optimus Prime, ainda magoado de andar á porrada com o Megatron. O Optimus vai parar a uma espécie de “frigorifico” na base onde encontra ninguém menos que Shockwave descongelado e descobre que o plano do Megatron (Sempre há um plano!) era na verdade manter o Shockwave ali para poder reactivá-lo e  vê-lo a dar porrada nos Autobots. Optimus obviamente tenta impedir a sua reanimação, mas como se ele fosse bem sucedido o jogo ia acabar sem uma batalha final, o Shockwave é reactivado e há outro enorme combate entre o Shockwave e o Prime, que acaba com o Shockwave derrotado e a fugir (Senão caso contrário ele não iria aparecer no DOTM).

Só há essas 7 missões e mesmo no geral até sendo longas, a campanha completa-se rapidamente e sem muito esforço. A história não é lá nada de muito espetacular, mas sendo uma prequela, funciona bem para preparar para os eventos do DOTM. No fim, está bem colocada e serve para ajustar as espectativas para o TF3. Para quem ainda não viu o filme, vale a pena dar uma jogada antes na campanha.

Os gráficos… Bem, variam.

Os robôs em si estão extremamente detalhados, provavelmente os Transformers melhor reproduzidos até agora do que em qualquer outro jogo. O movimento dos personagens e das peças é espetacular, e cada simples frame de animação está perfeito, até os dos inimigos. Nota-se que os personagens foram bastante bem feitos.

Já por outro lado quanto aos cenários… Direi que depende muito. A maioria é, no minimo, decente, mas em certas missões, como por exemplo na primeira do Bumblebee, dá para compreender que no geral têm as suas fraquezas quando comparados aos jogos de hoje em dia. Não TÃO fracos como aparentavam ser pelos vídeos e imagens divulgadas inicialmente, mas estão longe de encantar como outros. Não são terríveis, mas também não estão perto de serem “bons”.

Quanto á jogabilidade, no geral é a mesma que a do War for Cybertron com algumas modificações. quando em modo robô, funciona muito bem. Os controlos respondem perfeitamente e a sensação de estar a controlar um robô gigante está bem simulada e também o facto de passarem a haver munições infinitas ajuda a melhorar a acção do jogo. Lembram-se de como era estar a divertir-se no War for Cybertron a matar montes de Decepticons e de repente ficar sem balas na arma e ter que voltar um quilometro atrás só para apanhar a caixa de munições? Pois bem, agora tudo é mais simples!

Quanto ao modo veículo (E caso se perguntem, sim, ainda se pode transformar a qualquer momento que desejar), agora temos um “novo” modo, o Stealth Force. É basicamente a mesma coisa que disparar em modo veículo no War for Cybertron, só que agora com melhor armamento e melhor defesa contra os inimigos. Não chega a ser espetacular, mas é efectivo o surficiente para dar jeito em momentos cruciais na luta. O jogador sempre pode activar o clássico modo de condução (Ou pilotagem, se o jogador tiver a controlar um avião), mas o Stealth Force, mesmo não sendo algo necessariamente novo, ainda é uma boa opção para o combate.

Tal como eu relatei no começo, a campanha, embora curta, é bastante variada em termos de missões e com algum tempo livre faz-se na boa em um dia. O problema é que depois de acabar a história… Não sobra nada a não ser o multiplayer.

E quanto ao multiplayer? Segue o mesmo esquema que o War for Cybertron, ou seja, um Call of Duty com robôs gigantes. As classes, as killstreaks e até os menus são praticamente os mesmos que os do War for Cybertron, a única coisa que muda são os personagens e os mapas. Embora por um lado seja basicamente o WFC na Terra, por outro lado é bastante divertido  e continua a ser um bom multiplayer. Não é nada de extremamente viciante como em alguns jogos de hoje em dia, mas é bom o surficiente para fazer o jogador voltar mais algumas vezes. Ao menos poder personalizar as nossa próprias cores em personagens do filme nunca perde a graça.

Por falar em personagens, o multiplayer também dá acesso a alguns outros que não estão disponíveis na camnpanha, como o Ratchet, o Shockwave e o Warpath. E sim, há um Warpath neste jogo, o que prova que mais uma vêz a High Moon Studios foi boa e lembrou-se dos fãs!

E também há a rara vantagem dos troféus/achievements serem muito mais simples de obter. É sempre bom ter um jogo que não precise de levar dois meses e meio só pra chegar a 50% da Platina.

Antes de jogar, já me estava a arrepender de sequer comprar. Achei que fosse terrível, que fosse o pior jogo de Transformers desde o “Comvoy” No Nazo…  E para minha surpresa, enganei-me.

Só me disse que enganei, não disse que era nenhuma maravilha.

A campanha é curta mas divertida, e o multiplayer, embora não seja dos mais viciantes que já joguei, é divertido na mesma. Portanto mesmo com bastantes detalhes técnicos, dada todas as componentes juntas é um bom jogo e se o jogador for um fã certamente é uma boa aquisição – Porém, outros jogadores mais rigorosos podem não considerar assim tão intressante. Podia ter alguns detalhes melhor “reparados”, mas dado que os criadores do jogo tiveram apenas 1 ano (Senão até menos) para fazer este jogo o resultado é um jogo curto mas divertido e que certamente têm as suas qualidades. Vale a pena jogar antes de ver o filme… Bem, mesmo que agora já seja um pouco tarde para isso.

Nota: 7/10

E no próximo post que vier… Obviamente, análise do filme em si!

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5 thoughts on “Análise do jogo Transformers: Dark of the Moon

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