Crítica: Transformers 3: Dark of the Moon

“Oh nha nha nha, mas Henrique, tu tás a fazer uma review dos Transformers 3 e como és fã e pagas por qualquer m… que o Bay faça sei que vais falar bem dessa obra desastrosa, ai ai ai, não tens cultura cinematográfica nenhuma, vou é ao New York Times ler uma análise inteligente e com cabeça, ui!”

Cinco palavras pra quem começe a pensar isso antes sequer de ler a minha opinião: Are you talking to me? E quem não sabe quem disse essa frase então certamente não é digno sequer de criticar a cultura cinematográfica de uma fã do Crepúsculo.

Agora sim. Transformers 3! Ah, será que valeu a pena? Ou será um desastre? Será que o Michael Bay e o resto da equipa conseguiu unir elementos surficientes pra fazer o filme de Transformers perfeito? Ou será algo vergonhoso ao nível do Legend of Chun-Li e do Attack of the killer tomatoes? Será que é desta que o Optimus Prime finalmente acaba com o Megatron de uma vêz por todas? Se uma árvore caír na floresta sem fazer som será que faz barulho na mesma? A resposta a todas essas questões… Ou bom, quase todas menos a última, encontra-se logo a seguir!

Ah, e claro antes de avançar… Bem, acredito que a maioria das pessoas que estejam a ler isto já tenham visto o filme, mas caso não tenham percebido de alguma forma, obviamente vão haver SPOILERS no texto abaixo. Portanto se querem evitar os spoilers podem saltar logo para o fim para ler a opinião, caso contrário divirtam-se a ler o resto.

Ok, prontos?

Bem, normalmente eu ia descrevendo o filme passo-a-passo, mas como já se faz um pouco tarde aqui e estou cheio de sono, vou fazer de maneira mais simples, e, no geral, mais informativa: Uma lista de “Pros” e “Cons”, ou seja, basicamente o que gostei e o que não gostei.

Pros do filme:

– Em primeiro lugar, arrisco dizer sem medo de errar que entre qualquer filme lançado, diremos, pelos últimos 10 anos, os Transformers 3 estão certamente no topo em questões de melhor qualidade de efeitos visuais. O filme, como se esperar de um filme de Transformers, é obviamente visualmente espantoso. E quando falo visualmente espantoso, acho que posso afirmar que é excepcionalmente impressionante. Tudo desde as explosões e aos prédios a desmornarem até ás sequências de combate são feitos de maneira imprescendível. Portanto, se são do tipo “Meh, só gostei dos outros 2 filmes por terem CGI fixe” então tenho a certêza que irão adorar este. E a maneira de como os robôs gigantes intregam com o cenário… De como misturam a imagem real com cada minimo detalhe para ficar simplesmente perfeito… É de loucos. Para mim, em questões de efeitos visuais, é digno de, pelo menos, metade dos óscares da academia. Claro que algum outro grande filme de gatinhos azuis inseridos em um universo digital (Oh, o trabalho que o realizador teve pra fazer isso! Deve ter sido tão difícil manipular a câmara por aqueles green screens todos e unir com shots reais!) há de aparecer e “pedir emprestado” os óscares, mas tou-me a cagar para a academia. Afinal, citando Churchill: “History is written by the victors“. Bom, não que esteja realmente a acontecer alguma batalha onde exista realmente alguma vitória, mas é uma quote fixe pelo menos… Mas bem, de qualquer maneira já deu pra entender: Não se podia pedir mais em questões de efeitos especiais.

– A história (E sim, para os tipos palermas que nem prestam atenção ao filme e preferem apenas afirmar  “Ah, é do Michael Bay, portanto não tem história nenhuma!” então informo que a história existe sim. Surpresa!) é provavelmente a melhor entre os 3 filmes. Tem os seus pontos fracos, é verdade, mas das suas fraquezas eu falo depois, agora prefiro falar do melhor da história. Resumindo a história do 3º filme em 3 palavras: “Dark”, criativa e profunda.

“Dark” pois certamente tem um clima quase tão negro como o Megatron Origins da IDW. Claro, ainda há bastantes piadinhas e cómicos de situação para quebrar a tensão, mas na maioria dos momentos a maneira de como a história envolve o programa espacial da NASA, os Decepticons e a lua resulta em um plot dramático, e verdade seja dita, com umas boas surpresas pelo meio. Ahhh, sacana do Sentinel… Bem, falo dele a seguir. E só pra avisar, aqui as mortes não são a brincar nem para renascer 5 minutos a seguir. Portanto preparem-se que podem ver um ou outro dos vossos Autobots favoritos a ter um trágico e negro fim. Ahhh, Ironhide… Caso haja uma sequela, certamente sentirei a falta dele, era como o Stallone dos Transformers.

Criativa pois é simplesmente algo novo e nunca tentado antes: Misturar de maneira séria facções de robôs gigantes inimigas, a exploração da lua e porrada por Chicago não é algo que propriamente tenha existido antes, e mesmo que possa não ser um plot que se torne clássico ou famoso como os do Star Wars, pelo menos é inegavelmente bom.

Profundo porque não só ficamos a conhecer algumas personagens melhores (Como finalmente mais coisas sobre o Sideswipe do que “Yeah, I’m good!”) como também alguns dos segundários humanos mais criativos de sempre. John Turturro é hilariante como sempre, especialmente agora que se torna um ricasso internacionalmente famoso, e o Wang certamente merecia mais minutos de filme.

– Não que a Rosie tenha sido a melhor personagem humana, a sério que não foi, mas tenho que admitir: A Megan Fox não fez falta nenhuma durante o filme inteiro. Bom, pode ser que agora sem Transformers a Megan se dedique a fazer filmes pornôs (Vamos torçer todos para que sim!)

– O Wheelie continua hilariante, e agora ainda mais com o Brains!

– Os Decepticons estão… Bem, bastante diferentes de como eram representados nos filmes anteriores. Aqui a ideia é que depois de tanta pancada no Egipto, nada mais sobrou do exército de Megatron do que ele mesmo, o Shockwave, o Soundwave (Que surpendentemente quebra a “tradição” de ser p… do Megatron) e o seu leal passarinho, o Lazerbeak. Os Decepticons aqui são mostrados como um exército em decadência, mas ao mesmo tempo não deixam de ficar agressivos e muito mais violentos do que sempre. Um bom exemplo disso é o Lazerbeak e os seus métodos de assasinar cada colaborativo humano que ele forçava a trabalhar, desde fingir-se de uma “boneca-robô” para amistar com uma menininha e em seguida matar o seu pai até atirar Wang pela janela do seu escritório e ter o prazer de ouvir algumas boas descrições que explicam bem o resultado daquele “suicidio”. Já disse e repito: O Lazerbeak merecia o seu próprio slash movie. Já o Megatron no meio daquilo tudo mantém-se silencioso e frio, perdido nas memórias do grande líder que um dia fora e de agora estar literalmente a desfazer-se. Até ao final, onde finalmente prova que ainda está nos seus dias de badass.

– O Sentinel Prime… É de longe um dos vilões mais impressionantes da franquia inteira. A sua devoção por Cybertron e a sua “revelação” como traídor fazem dele certamente um dos mais criativos entre todos. É bom ter um vilão que desafie e quebre as regras do que normalmente vemos em Transformers. Genial. Direi que ele até fêz um inimigo melhor que o Megatron… Ou bom, pelo menos quase.

– Finalmente vemos humanos a matarem Decepticons… Usando estratégias militares inteligentes e bem organizadas em vêz de “There’s the weak spot, shoot him!” (Cof cof- O Simmons a matar o Blackout com uma M4 no primeiro filme e soldados a matarem Decepticons genéricos com metrelhadoras montadas em tanques no segundo filme). Sim, eu sei que sequer humanos a matarem Transformers soa péssimo, mas não se preocupem… Os que são mortos por humanos – Que verdade seja dita, não são quase nemhuns comparados aos que sobraram para os Autobots – São mortos pelo menos com lógica. E sim, claro, com ajuda de algum equipamento Cybertroniano fornecido pelo Q (Que é praticamente o equivalente ao Wheeljack neste filme).

– Cybertron é visto pela primeira vêz nos filmes (Ou bom, pelo menos afastada o surficiente para se ver o formato do planeta em geral) e é, na minha opinião, o melhor design para Cybertron do que qualquer outro apresentado em qualquer outra série de Transformers. É diferente de qualqur outro, e é isso que o torna excepcional.

– Surpeendemente, a trilha sonora é exelente. O score em si é espetacular como sempre, e mesmo que uma ou outra música pelo meio seja “reciclada” do filme de 2007, no geral há músicas diferentes e dramáticas o surficiente para marcarem uma diferença, com uma composição digna de algo vindo de Philip Glass! E as “músiquinhas” em si… Bem, felizmente a maioria até foi imperceptível, e o pior é que tenho que negar que a porcaria do Iridescent até caíu bem no momento em que o Sam entrou por Chicago devastada. Digo, claro que o Goodbye Blue Sky dos Pink Floyd obviamente ficava centenas de vezes melhor nesse momento mas… Ah, ok, pronto, vou parar de vêz de associar “Dark of the Moon” com “Dark SIDE of the Moon”, perdão. Ao menos ainda tiveram a gentileza de fazer uma referência aos Pink Floyd, o que não é mau.

– “I just want to be back in charge again… And after all, what would you be wihout me, Optimus?” “… That is what we’re about to find out!”. Épico. Certamente uma das quotes mais épicas da franquia.

Cons do filme:

– XÉÉÉÉÉÉÉÉ! Mas quiéke aconteceu c’us bróda, meu?! Mas ke cena é esta, pah?! Prá onde foram esses manos quiados?! Até já tinham filmados umas cena quiadas c’eles todos tunados, pah! E bom, se ao menos fossem só os gémeos… Mas e também a Chromia, que foi a única “motinha” que sobreviveu do filme anterior? O que é feito dessa gente toda? Desaparece essa gente assim, do nada?

– Quanto ao Shockwave… Bem, a “minhoca” gigante dele certamente foi um obstáculo enorme e gerou sequências espetaculares, mas infelizmente o Shockwave em si não fêz m… a não ser assustar uns soldados e ter a cara desfeita pelo Optimus Prime (Ahhh… É sempre o clássico GIVE ME YOUR FACE, não é Prime?). É pena, achei que depois do The Fallen eles tivessem aprendido a melhorar um vilão que se apresentasse com bom destaque, mas aparentemente ninguém quiz saber. Bem, ao menos está perdoado se virmos que o Shockwave não é propriamente o vião principal como o The Fallen no segundo…

– Por favor… Nunca esperei dizer isto, mas acho que também nunca me cansei TANTO de humanos em um filme de Transformers como este! Sim, o Sam com os seus pais teve os seus bons momentos e ele no emprego em si certamente foi engraçado, mas o tempo desperdiçado com ele a implicar com a Carly ou a reclamar de como preferia estar na batalha com os Autobots… Bem que podia ter sido aproveitado com… Sei lá, um pouco mais de pancadaria ou mais alguns momentos e detalhes do Lazerbeak a assasinar os contactos humanos partes do programa espacial?

– Mesmo com a maioria obviamente tendo bastante personalidade mostrada, acho que o Dino/Mirage (O Ferrari) certamente bem que podia ter mais momentos de ecrã e uma personalidade melhor explorada. “Más personalidade, per favor!”

Conclusão:

Então, é bom? Na minha modesta e honesta opinião, acho que é o melhor entre os 3. Tem efeitos mais impressionantes do que os 2 juntos, a história é boa e mesmo com as suas falhas aqui e ali, no geral faz uma boa embalagem de um ótimo filme.

Nota? de 1 a 10, ficaria indeciso entre um 8 alto ou um 9 baixinho, portanto acho que fica entre esses dois.

Bom, espero que tenham gostado da minha análise. Se gostaram, obrigado, se não gostaram… É pena. Mas caso queiram devolta o tempo que perderam a ler isto, cá vai o meu método para compensar o tempo perdido: NYAN NYAN NYAN NYAN NYAN NYAN NYAN NYAN!

Até ao próximo post!

6 thoughts on “Crítica: Transformers 3: Dark of the Moon

  1. Transformers é o tipo de historia que não é qualquer um que se atreva a concretizar como filme… Devido a isso Michael Bay tem todo o meu respeito e admiração.
    Também não vou negar que como fã, achei vários erros, mas também muitos acertos. Uma coisa que muito me incomodou desde o inicio, foi o visual dos personagens. Tudo bem que estamos trazendo um desenho para uma realidade, e isso tem seus pros e contras.
    Eu como diretor, não teria permitido um visual com tamanho emaranhamento de peças. Não se tem a necessidade de tanta coisa para se mostrar uma alta tecnologia terrestre ou alien. Creio que se o visual não tivesse sido tão complicado, nem eles (produção) teriam tido tanto trabalho. Eu como desenhista tenho em mente bons visuais para os personagens. Não que eu não os faria diferente do desenho, mais, tomaria severas precauções em reproduzi-los o mais fiel possível.
    Não tenho o que reclamar da trilogia, apenas tenho pontos que poderiam ter sido cortados do roteiro e dos visuais. Para o roteiro cortaria 30% do humor impregnado no filme. Transformers, por se tratar de maquinas em combate, egos traídos e as caras, mortes, acobertamento político, tecnológicos e até mesmo cataclismos planetários envolvidos, o filme deveria ser de maior seriedade.
    Michael Bay foi muito corajoso, minhas palmas para ele, mas… perdeu de fato uma grande oportunidade de fazer uma obra prima.

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